quinta-feira, 13 de janeiro de 2011




Algumas vezes sabemos dentro de nós que devemos fazer qualquer coisa semelhante a plantar uma árvore, mesmo sabendo que nunca comeremos dos seus frutos nem descansaremos à sua sombra. Ou descobrimos que devemos aplicar-nos não tanto ao nosso pequeno problema, mas a reconstruir as ruínas imensas que nos rodeiam. E nunca como então somos tão grandes. E nunca como então estamos tão perto de nós mesmos.

(Paulo Geraldo)



Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana.
A história de todas as culturas está cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do “normal estatístico”. Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias “normais”.

(Juan Luis Lorda)



Sorria, Isso Basta! Sorria embora o seu coração esteja doendo. Sorria embora seu coração esteje quebrantado. Contamina-se com o sorriso para jamais as pessoas perceberem que existe a tristeza e a dor. Sorria, qual é a utilidade do choro? Você vai descobrir que a vida ainda vale apena se você sorrir.




Apenas a saudade restou, e as lágrimas que caíram sobre o meu violão quando parei de tocá-lo e parei pra pensar em você.
Que bom seria se cada nota trouxesse você pra mim, cada melodia e cada lembrança.



Hello hello baby you called
I can’t hear a thing
I have got no service
In the club, you say? Say?
Wha-wha-what did you say huh?    ♪

She lives in a fairy tale
Somewhere too far for us to find
Forgotten taste and smell
Of the world that she’s left behind
It’s all about the exposure the lens I told her
The angles were all wrong now
She’s ripping wings off of butterflies ♪
Deixe a chuva cair. A gente está precisando. Essa cidade está tão suja, minha mente também está. Lembro do tempo que eu não me preocupava com meus próprios pensamentos. Por favor, lave o meu amar. Lave o meu amor. Lave tudo que puder ser lavado. De algum modo. E seus olhos sorridentes estão tão pertos de mim. Tão pertos. Tão perto. Tão.
Eu posso reconhecer seu rosto. Tão familiar como aquela foto no porta-retrato. Mas eu não consigo localizá-lo nas minhas memórias. Não consigo iluminar meu pensamento pra lembrar seu nome. E agora? Tudo tem mudado, mas eu não consigo alcançar as mudanças e ninguém me dá uma carona.
Corações e pensamentos indo embora, sem dar tchau, sem bilhetes de despedida. Só se vão. Como você irá daqui a pouco.
Mas eu juro que reconheço o seu respirar. E aos poucos as memórias vão voltando. Será? Ou apenas mais um artificio pra gente ficar junto? Mas eu duvido que você se lembre de mim, eu não sou mais o mesmo. Nem ao menos parecido.
Sou apenas aquele velho livro esquecido em sua biblioteca. Eu mudei. Eu juro. Acredite se quiser. Se puder. Se vier comigo andar pela cidade. A mesma cidade pequena dos seus sonhos pequenos. E eu só queria gritar pra você. Olá! E você retribuir com um aceno, discreto, mas indiscreto. Como se quisesse me ver. Mas você não vai querer.
E então você está aqui…e eu só penso que meu coração e meus pensamentos foram embora. Com você. Como você fará mais uma vez. Dessa vez. A última vez?
* frases e versos chupados descaramente das músicas WASH e ELDERLY WOMAN BEHIND THE COUNTER IN A SMALL TOWN do Pearl Jam, mas as idéias são minhas, tá ok? *