quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
“Por muito tempo eu calei meu coração, quis sufocar Esse sentimento que floresceu, como eu te explicar? Eu sempre te vi como um amigo, um irmão Por isso eu tive medo de arriscar errado e perder de vez o teu coração Por muito tempo evitei te olhar nos olhos, me escondia
Eu sempre me contentei, um beijinho, um abraço, isso já me servia
Quantas coisas já perdi, com medo de perder
Mas agora eu aprendi, não vou perder você”
Claudia Leitte. patr. Belo *-*
” Aquele que nunca levou um tapa sincero não merece contar sua história pra ninguém. É uma vida sem sentido. Ninguém nunca foi amado o bastante se nunca levou um tapa. Aquele com um som estalado de novela das oito. No meio do salão. Por alguma coisa idiota que acabou de falar, fazer ou pensar. Mas tem que ser aquele com amor. Não pode ser aquele recebido depois de um avanço de linha com uma desconhecida. Tem que ser aquele conhecido e merecido. Nunca ter sofrido da humilhação pública é como um pescador maranhense que nunca viu um boto. Só cumpre tabela. Está lá por estar, não pra vencer. Comer feijão com arroz é bom, sempre. Mas de vez em quando uma paella pode ser diferencial. Um mocotó de sentimentos embaraçados, tal qual o tapa. Saber exatamente porque está apanhando. Caminhar pra reconciliação com as palavras decoradas que ela precisa ouvir. Cheio de lágrimas e arrependimento se transformar de culpado a vítima de uma injustiça que não pode ser feita. Condenação sumária a pena de morte. Irreversivel. Ela descarregará todos os xingamentos que conhece. Alguns que você julgava como sendo incapaz dela conhecer. Você descobre uma nova face de sua mulher. A face ferida, em orgulho e preconceito. Mas verá como ela pode perdoar. E como reconciliações são doces. E quentes. Fogosas. Sei também que existem aqueles tapas finais. Em que toda sua prosa pode ser jogada, suas melhores frases que estavam no seu caderno de situações extremas, nada disso terá efeito. Agora jaz. A dor no rosto será o menor dos males. O buraco no seu peito, esse sim dói. E não adianta apelar para as jogadas de segurança. O triunvirato: Flores, Chocolate e Jóias. Será perda de tempo e dinheiro. Ela não voltará. O tapa tem um tempo pra curar. Efeito rápido. Quanto mais tempo passar pra discuti-lo, maior o seu efeito. A volta tem que ser impensada. Sem chances pra arrependimentos e segundos pensamentos. A dúvida está ao seu favor. Aproveite antes que ela calcifique e se torne uma certeza. Focalize que a certeza está contra você. Não se desespere com um tapa. Você, certamente, o mereceu. Saiba como torná-lo um trunfo a seu favor. E não hesite em usá-lo mais a frente. (Não, você não entendeu. Não se pode em caso algum, bater em mulher, ao menos que ela peça). Use como argumento. Ao levar um tapa, você se torna o dono da relação. Aprenda isso e será feliz.”
Labrador
Duas da tarde de uma terça feira qualquer o telefone toca:
- EU TE ODEIO. – ele, que atendera sem nem verificar quem era, facilmente reconheceu a voz dela do outro lado.
- Por que? O que eu fiz?
- Agora toda vez que eu olho um Labrador lembro de ti! Tu sabe quantos Labradores eu olho nessa merda de cidade por dia? TE ODEIO.
- O que eu posso fazer? Quer que eu mate todos labradores?
- Não. Só queria que tu me amasse de novo.
- Não posso.
- Então tá. Boa tarde.
- Pra ti também.
- Por que? O que eu fiz?
- Agora toda vez que eu olho um Labrador lembro de ti! Tu sabe quantos Labradores eu olho nessa merda de cidade por dia? TE ODEIO.
- O que eu posso fazer? Quer que eu mate todos labradores?
- Não. Só queria que tu me amasse de novo.
- Não posso.
- Então tá. Boa tarde.
- Pra ti também.
George GD’.
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